quarta-feira, 15 de julho de 2009

City: Mito ou lenda?


Tenho visto nos últimos dias movimentos interessantes no futebol europeu, mais do que no mundial, pois é na Europa que se encontra o epicentro do futebol. Entre as transferências absurdamente esbanjadoras (bendito sejas, Beckenbauer) do Real Madrid CF, e as apresentações que ditam a moda no Santiago Bernabéu, há outros clubes a comprar jogadores, e com o panorama da crise, não vale a pena arriscar muitos milhões, pois todo o dinheiro é pouco. Em Inglaterra por exemplo, território com o melhor futebol do Mundo mas onde os holofotes agora pouco passam (Ancelotti e a sua apresentação foram literalmente esquecidos), há uma equipa que está a emergir com transfarências de encher o olho: Manchester City. Eu que sempre fui um fã desta equipa (desde os tempos do grande Paul Dickov, depois da subida á Premier), fiquei com a grado a observar as transferências do 'defeso' dos 'citizens': Santa Cruz, Gareth Barry, Tevez e mais recentemente Adebayor.
Aqui está um clube, que apesar de ser o mais rico do mundo e não ter atingido nenhuma competição europeia este ano (10º lugar), ainda cativa jogadores. Mito do dinheiro ou lenda de querer ajudar o clube? É verdade que cada jogador pode considerar isto um desafio, e eu, que gosto principalmente do Barry, pois é um jogador de encher o olho, fico estonteado ao ver a quantidade de avançados no clube: uns 8 (!) que enchem a frente de ataque, quase compondo uma equipa completa.
Será que o dinheiro de ordenados e afins teve algo a ver? Ou será que estou a ver um City que depois de ter sido 'usado e abusado' durante anos, volta ao caminho da serenidade e compõe uma equipa que alia um futebol bonito e intransigente, de forma a voltar ao caminho da glória? Assim eu o espero, assim o esperam os fãs do City. Antes a lenda que o mito, antes o amor ao dinheiro.


E mais uma época, lá estarão os adeptos a cantar 'Blue Moon'.
Go Citizens! Don't stop getting up!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Futebol: diversão ou trabalho?


Ronaldo, Messi, Kaká, etc... São nomes que conhecemos todos os dias, na televisão, nos jornais, nas rádios, seja onde for, eles estão lá. O fenómeno de globalização do futebol foi algo que mudou completamente a imagem do desporto, e se querem o meu sincero ponto de vista, pelas razões erradas. Tudo bem que podemos assim ver jogos de outras ligas, acompanhar equipas que gostamos por afinidade ou nem tanto. Mas o futebol está cada vez mais a ser escravizado, tornado num 'circo máximo' ao qual não viamos desde o tempo dos gladiadores. Não estou a tentar deitar abaixo o futebol, nada disso, mas acho que estão a monopolizar o que muitos de nós em crianças, adorávamos e olhávamos como diversão, não como um trabalho exigente ao qual temos mais que um mas milhares de patrões que nos exigem a demissão se fazemos algo errado. Temos a cabeça a prémio, e nem crimonosos somos.
Mas há excepções. Eu por exemplo gosto mais de ver jogos de futebol das distritais, pois estes reflectem o verdadeiro sentido de futebol, e sendo bonito ou não, aqueles homens ou jovens escalfam-se no campo por algo mais que dinheiro, por diversão, pelo regozijo de praticar um desporto que é dos mais antigos mundialmente.
Será pedir muito acabar com a constante escravização do futebol e voltar aos tempos áureos onde jogadores brilhantavam o campo com jogadas fantásticas, jogavam por amor á camisola e não tinham um preço afixado a eles como uma coleira num cão?

Acima de tudo, a preservação do futebol como um jogo, não um negócio.