
Tenho visto nos últimos dias movimentos interessantes no futebol europeu, mais do que no mundial, pois é na Europa que se encontra o epicentro do futebol. Entre as transferências absurdamente esbanjadoras (bendito sejas, Beckenbauer) do Real Madrid CF, e as apresentações que ditam a moda no Santiago Bernabéu, há outros clubes a comprar jogadores, e com o panorama da crise, não vale a pena arriscar muitos milhões, pois todo o dinheiro é pouco. Em Inglaterra por exemplo, território com o melhor futebol do Mundo mas onde os holofotes agora pouco passam (Ancelotti e a sua apresentação foram literalmente esquecidos), há uma equipa que está a emergir com transfarências de encher o olho: Manchester City. Eu que sempre fui um fã desta equipa (desde os tempos do grande Paul Dickov, depois da subida á Premier), fiquei com a grado a observar as transferências do 'defeso' dos 'citizens': Santa Cruz, Gareth Barry, Tevez e mais recentemente Adebayor.
Aqui está um clube, que apesar de ser o mais rico do mundo e não ter atingido nenhuma competição europeia este ano (10º lugar), ainda cativa jogadores. Mito do dinheiro ou lenda de querer ajudar o clube? É verdade que cada jogador pode considerar isto um desafio, e eu, que gosto principalmente do Barry, pois é um jogador de encher o olho, fico estonteado ao ver a quantidade de avançados no clube: uns 8 (!) que enchem a frente de ataque, quase compondo uma equipa completa.
Será que o dinheiro de ordenados e afins teve algo a ver? Ou será que estou a ver um City que depois de ter sido 'usado e abusado' durante anos, volta ao caminho da serenidade e compõe uma equipa que alia um futebol bonito e intransigente, de forma a voltar ao caminho da glória? Assim eu o espero, assim o esperam os fãs do City. Antes a lenda que o mito, antes o amor ao dinheiro.
E mais uma época, lá estarão os adeptos a cantar 'Blue Moon'. Go Citizens! Don't stop getting up!
